• Gustavo Candiota

Como funcionam as intervenções do Banco Central no câmbio?

Atualizado: Jul 12


Bom dia a todos!

Neste post vamos explicar a nossos leitores como funcionam as intervenções do Banco Central no câmbio, para interferir na livre oscilação da moeda norte-americana, de forma que, digamos, ela não seja tão livre ou pelo menos não tão volátil.

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O Brasil adota o modelo de câmbio flutuante, ou seja, um sistema que, teoricamente, permite que a lei da oferta e da demanda pela moeda defina o preço justo da mesma. Com isso, a cotação do Dólar muda diariamente e a cada minuto, por uma combinação de diversos fatores, que somados afetam a referida lei: especulação, proteção, divulgação de resultados macroeconômicos, situação política, boatos não confirmados e, por fim... intervenções da autoridade monetária do país.

Mas então, como funcionam essas interferências? Quais são os instrumentos? E por que esta atitude é tomada? A resposta mais simples e direta é: para redução de volatilidade.

Swap Cambial

Por meio dos contratos de “swap cambial”, o BC realiza uma operação que equivale à uma venda de moeda no mercado futuro (derivativos), o que reduz a pressão sobre a alta da moeda.

Os swaps são contratos para troca de riscos: o BC oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento desses contratos, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período.

Esses contratos servem também para dar “proteção” aos agentes que têm dívida em moeda estrangeira – neste caso, quando o dólar sobe, eles recebem sua variação do BC.

Venda Direta

A vendas diretas de dólar são feitas no mercado à vista – ou seja, é dinheiro entrando no mercado. Os recursos saem das reservas internacionais brasileiras. O Banco Central reluta em utilizar este instrumento para evitar uma queda das reservas cambiais – que são consideradas importantes para evitar uma desconfiança maior.

As vendas diretas tendem a reduzir a cotação do dólar frente ao real, seguindo o princípio da oferta e da procura: quanto mais dólares à disposição, mais baratos eles ficam.

A última vez que o BC realizou vendas diretas de dólares ao mercado foi em 3 fevereiro de 2009 – durante a primeira etapa da crise financeira internacional, “inaugurada” em setembro do ano anterior com o anúncio de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers. Naquele ano, assim como em 20