• Gustavo Candiota

IOF no câmbio em espécie: prepare-se para novos aumentos


Você ficou revoltado com mais esta recente elevação de alíquota imposta pelo governo federal? (Aumento de 0.38% para 1.10% no câmbio em espécie). Você acha que vai ficar assim? Não vai. Prepare-se para novos aumentos.

Vou explicar porque acreditamos que a elevação de impostos no câmbio não vai parar por aí, principalmente tratando-se de papel moeda.

Mesmo 1.10% não parecendo um percentual grande, para quem já estava acostumado a comprar moedas estrangeiras - pelo câmbio oficial pelo menos - trata-se de quase uma triplicação de receita para o governo. Dinheiro que sai do nosso bolso e vai para... nada. Ainda assim, temos que pagar. Temos que seguir as leis, reprimimos com veemência a prática de câmbio paralelo com doleiros, estes que fazem qualquer negócio, aceitam qualquer tipo de pagamento e não pagam qualquer tipo de imposto. Isto é crime financeiro e os que compram dos mesmos estão sendo coniventes com tal crime.

Ocorre que, na nossa visão, não vai parar por aí. A elevação para 1.10% foi apenas um "piloto" para testar o mercado, avaliando se isto vai incentivar muito ou pouco as operações informais (com doleiros). Se as falcatruas continuarem no mesmo patamar, podem ter certeza: IOF pode subir, e no mínimo até 3%, gradualmente. Quando o mercado paralelo crescer, interrompe-se o ciclo de alta. Triste não? Mas é a provável realidade num futuro próximo. E teremos que conviver com isto. Qual a forma de "combater" elevação de carga tributária? São duas: antecipando-se e comprando antes da elevação OU... povo nas ruas.

Nossa esperança é que o novo governo interino altere a atual política desesperada e gananciosa de elevação de impostos e abandone assim esta idéia que estamos prevendo para arrecadação com operações de câmbio. Se mantiver o que Nelson Barbosa vislumbrava, o viajante vai sofrer. Já sofreu com o cartão pré-pago no passado (0.38% para 6.38%) simplesmente aniquilando a competitividade desta ótima e segura modalidade e levando junto à bancarrota diversas empresas que apostaram em seu crescimento. Infelizmente no Brasil é assim: a união impõe aumento de tributos para elevar sua arrecadação quase sempre sem medir as consequências para o setor afetado.

Conforme falamos em um outro post recente aqui no blog, a única modalidade de câmbio ainda com 0.38% de IOF é via transferência internacional. Leia aqui.

Lembre-se: é muito difícil prever o que vai acontecer com o câmbio, se vai subir ou cair. Mas é mais fácil prever o que vai acontecer com as alíquotas de impostos. E podem ter certeza que falando sobre este assunto, a tendência é sempre de ALTA, infelizmente. Pelo menos enquanto não houver uma troca radical de pensamento dos políticos sobre qual a maneira mais eficaz de desenvolver um país.

Att

Gustavo Candiota

Diretor GC Prime

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por Gustavo Candiota

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