• Gustavo Candiota

Qual o ponto de equilíbrio do Dólar?


Quando o dólar disparou mais de 30% no segundo semestre de 2015 os viajantes se lamentaram e os exportadores comemoraram. Nos últimos 3 meses, está ocorrendo o oposto. Então, qual seria o ponto de equilíbrio onde os dois lados poderiam ficar felizes?

A resposta é complexa. Na "psicologia econômica", não há preço ideal para ambos porque nós, os seres humanos, nunca estaremos plenamente satisfeitos com uma situação, sempre vamos querer mais (ou mais barato). Exemplo: Quando o dólar estava R$ 2,20, todos os passageiros internacionais, sem exceção, achavam caro. Ficaram incrédulos quando em fevereiro bateu R$ 4.15. De lá pra cá caiu quase 20% encostando hoje em 3.28 mas ainda assim consideram caro e preferem "esperara para ver se cai mais".

Enquanto isto, exportadores estão atualmente com os cabelos em pé vendo o câmbio que parecia extremamente favorável no mês do carnaval, agora em (aparente) queda livre. É compreensível a preocupação do setor, pois ficou mais difícil ficar competitivo novamente, como no passado.

Então, respondendo a pergunta do post: Qual é o ponto de equilíbrio do Dólar? Se fossemos dar nossa modesta opinião, poderíamos dizer que estamos próximos deste patamar: entre R$ 3.20 e R$ 3.40. As viagens ao exterior podem continuar um pouco caras em relação a 2 anos atrás, porém, viáveis. Os exportadores estão decepcionados com a depreciação recente do dólar, porém, ainda assim continuam competitivos em relação ao passado recente (pré-eleição 2014).

O que é unânime afirmar, com plena convicção, na verdade, é: ambos os lados precisam de PREVISIBILIDADE. Se num futuro não muito distante a volatilidade do câmbio for reduzida e o Real se fortalecer a ponto de pelo menos estabilizar em patamares lógicos, tanto os empresários exportadores quanto viajantes (e importadores) podem planejar melhor seus objetivos. Sejam eles profissionais ou de lazer.