• Gustavo Candiota

Cuidados que você precisa ter ao surfar na nova "onda" de apps para transferências interna


Virou festa! A nova descoberta dos brasileiros que residem no exterior e dos pais que no Brasil estão para mandar o dinheiro para eles é: transferir recursos pelos aplicativos de celular que "não fazem transferência". Ficou confuso? Vamos explicar.

Algumas startups estão crescendo em progressão geométrica ao oferecer uma modalidade nova de remessas internacionais via smart phone que beiram o milagre: Nada é transferido, não paga IOF, você transfere quanto quiser "desde que até U$ 3 mil por operação", ou desde que "para manutenção de residente". São os "Uber do câmbio", como muitos estão chamando. Outras matérias ja chamaram até de "Tinder do câmbio". Tinder é um app de paquera. Ou seja, tem gente que não está levando a sério um assunto que é bastante sério.

Então minha recomendação é: vamos com calma! Tenham um pouco mais de cautela quando estão falando de operações de câmbio. Não é que nem venda de bugigangas na OLX, não é que nem doar brinquedos na Free Your Stuff ou vender jogos antigos de playstation no Mercado Livre. Não é a mesma coisa que trocar torpedos pro Whatsapp. Nem tampouco semelhante a solicitar um carro na sua porta que vai te deixar em outro local. Não!

O Banco Central é bastante rígido e fiscaliza com rigor a compra e venda de moedas, a carga em cartões pré-pagos e, também, a saída de recursos do país. As penas são muito pesadas para quem desrespeitar as leis do Sistema Financeiro Nacional. Você pode hoje estar feliz da vida que encontrou uma nova maneira para "escapar das altas taxas dos bancos", como gostam de defender os blogueiros-viajantes-e/ou-residentes-no-exterior, mas não sabe os riscos que está correndo.

Três alertas que aqui coloco para quem acha que a oitava maravilha do mundo foi criada:

  1. Você já perceb