• Gustavo Candiota

Saiba diferenciar um Profissional de Câmbio de um "profeta de câmbio"


Na era digital, é comum vermos uma infinidade de matérias em diversos portais entrevistando executivos que trabalham no mercado de câmbio. Os jornalistas estão sempre atrás de pessoas com conhecimento suficiente para traçar uma boa previsão sobre o futuro das moedas estrangeiras. Ate aí, tudo bem.

O problema é que muitos acabam não divulgando previsões, devidamente estudadas e fundamentadas. Eles publicam, sem saber, apenas especulações de pessoas que se dizem "especialistas", mas não são. A imprensa geralmente não vai atrás do background das mesmas. Nem mesmo pesquisam sobre previsões anteriores do entrevistado, não verificando se houve mais acertos do que erros para confirmar sua credibilidade. O que parece importar apenas são afirmações de impacto, seguras, que chamem visitantes ao site. Convicções soam muito melhor que suposições nestas horas.

Mas com câmbio não é assim.

Passar previsões cirúrgicas aos clientes é desonesto, gera falsas expectativas. Prejudica tanto os viajantes que desejam planejar suas férias no exterior, quanto os exportadores e importadores que precisam montar suas estratégias de médio e longo prazo. É muito fácil afirmar algo com convicção numa entrevista (ex: câmbio vai subir) e, um mês depois, se o câmbio vai no sentido completamente inverso, basta explicar os motivos para a queda. Isto é oportunismo. Ninguém lembra do que foi dito algumas semanas antes.

Então, para ajudarmos você, leitor, a diferenciar um bom profissional de câmbio de um "profeta", veja abaixo as frases mais comuns ditas pelos dois perfis.