• Gustavo Candiota

Tensão na Síria pode trazer volatilidade ao câmbio


Até o momento, o ano de 2017 tem apresentado baixa volatilidade no câmbio se analisarmos o comportamento padrão das moedas em uma economia frágil como a brasileira, que está atravessando grave crise. Isto se deve a inúmeros fatores combinados como: redução da inflação, alta das commodities, aumento discreto das taxas de juros americanas, esforço do governo Temer em continuar o ajuste fiscal, etc.

Porém, podemos estar chegando agora a um novo momento bélico no mundo e isto, provavelmente, trará reflexos de curto e médio prazo não só no câmbio, mas nas bolsas mundiais. O ataque dos EUA na Síria na última madrugada é bastante simbólico ao mostrar que o novo presidente americano, Donald Trump, como bom republicano, tem um perfil muito mais militarista do que seu antecessor, Barack Obama, democrata.

Os primeiros reflexos desta ofensiva parecem ser positivos ao dar uma resposta dura ao Terror, tanto que os principais países da ONU manifestaram apoio. Porém, David Sanger, do jornal The New York Times chama atenção para "os riscos que o presidente Trump corre nas próximas semanas à medida que o sentimento de satisfação com a retaliação a Assad - presidente Sírio - começa a se dissipar. Ele lembra que o primeiro risco seria a Russia. Por mais que Moscou tenha preferido uma vitória de Trump à de Hillary, Putin não tende a entrar em um acordo que ameace sua influência na Síria, localidade da maior base militar russa fora de suas fronteiras. O segundo risco seria uma ofensiva contra Assad prejudicar o principal objetivo do republicano na região: derrotar o Estado Islâmico. Um colapso do país, escreve o jornalista, poderia representar um paraíso para terroristas do EI."

O que é certo é que estamos diante de um conflito muito complexo e com consequências imprevisíveis. Parece que solucionar uma coisa pode prejudicar outra. Quem é aliado pode virar inimigo. E as vezes atacando um inimigo podemos estar fortalecendo outro.

Tudo isso é muito perigoso e pode trazer medo ao mundo.

No momento em que esta newsletter está sendo redigida, a imprensa divulga que "navios russos se aproximam da costa da Síria". Ou seja, como diz no título, TENSÃO é a palavra mais mencionada pelo planeta hoje. É incalculável as proporções que uma guerra entre EUA x Russia poderia tomar, apesar de considerar remota esta possibilidade.

De qualquer forma, fiquem atentos, pois o período de de mar calmo para dólar e euro aqui no Brasil pode estar chegando ao fim. Tempestade (incertezas) à vista. Realizar hedge câmbial em um momento desses é recomendado.

Tenham todos um bom fim de semana.

Att,

Gustavo Candiota

Diretor GC Prime Câmbio Inteligente

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por Gustavo Candiota

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