• Gustavo Candiota

Até onde pode ir o 'efeito Bolsonaro' no câmbio?


O momento é de clara euforia nos mercados. A cada pesquisa eleitoral com Bolsonaro firme na frente para o 2º turno, o dólar e as demais moedas são derrubadas por investidores, confiantes de que este é o candidato ideal para reformas em 2019. Daí fica a pergunta, principalmente de pessoas que pretendem viajar APÓS as eleições:

"Até onde vai essa queda especulativa?"

Bolsonaro e o dólar

Se o desejo dos leitores é por uma resposta simples e direta, sem ficar em cima do muro: acreditamos que as quedas podem seguir enquanto nenhuma pesquisa supreender o mercado negativamente, ou seja, Haddad não pode se aproximar na reta final. No momento, alguns cientistas políticos já falam que o candidato do PSL tem 90% de chances de ser o novo Presidente da República. Temos opinião semelhante.

Agora fica aqui um alerta: lembrem-se que o mercado tenta sempre antecipar movimentos, precificar um ativo. Significa que, confirmando a vitória no dia 30, a chance de novas quedas expressivas no câmbio diminui, pois investidores já anteciparam o acontecimento. Volatilidade forte existiria CASO uma grande surpresa acontecesse e o candidato do PT fosse o vencedor. Aí, meus amigos, disparadas cataclísmicas pode ser sentidas já nos primeiros dias de novembro. Será quase um "salve-se quem puder", pelo menos no curto prazo.

Observem no gráfico abaixo o que o efeito Bolsonaro já provocou no câmbio, desde quando o mercado começou a considerar possível a vitória no 1º turno (linha laranja) e depois da votação de 7 de Outubro, com larga vantagem sobre o segundo colocado (linha vermelha).

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