• Ney Martini

Call de Mercado - 7 de Outubro


Bom dia,

A queda do dólar na semana foi de 2,4% (maior queda semanal desde fevereiro) e a taxa fechou em R$ 4,0556 (menor desde 21 de agosto). Somente na sexta-feira a oscilação foi de -0,79%, e este movimento foi em linha com praticamente todas as moedas mais líquidas do mundo (de uma amostragem de 33 moedas que acompanhamos, o real foi o destaque).

O que desencadeou este movimento foram os dados da economia americana terem vindo mais fracos do que o esperado (desempenhos fracos na indústria, nos serviços e na criação de postos de trabalho), o que sinaliza que o Fed deverá cortar os juros para manter a economia de lá crescendo. Juros menores nos EUA pode ser traduzido por um fluxo maior de dólares para todo mundo, o que beneficiaria o nosso real (pois ainda pagamos um juro interessante). Dito em outras palavras, uma menor atratividade dos títulos da dívida americana significa maior apetite dos investidores para buscarem opções mais rentáveis – e arriscadas.

Localmente, as apostas para um real abaixo de R$ 4,00 ainda soam precipitadas: “os sinais de desaceleração mundial continuarão a trazer cautela ao investidor”, diz um estrategista de um banco estrangeiro.

Para conhecimento: as reservas cambias chinesas estão em USD 3,092 trilhões!

A semana na Ásia começou pra cima, com a maioria das bolsas fechando em território positivo com o alívio da taxa de desemprego norte-americana estar em seu patamar mais baixo em quase 50 anos. Na Europa as bolsas caem não só por conta da guerra comercial (além de EUA x China, no radar também está a autorização da OMC para os EUA retaliarem a Europa por conta dos subsídios à Airbus), mas também por conta do Brexit.

Mas o cenário ainda nos impões cautela: as conversas EUA x China serão retomadas e por aqui estamos quase concluindo a reforma da Previdência, onde a votação em segundo turno será a partir da semana que vem (os recursos do pré-sal adquiriram maior importância no curto prazo. Teremos leilões e os recursos podem chegar ao nível de R$ 100 bilhões. A dúvida é quanto à divisão disso). Também devemos acompanhar as tensões geopolíticas, sobretudo em Hong Kong.

A semana nos trará o IPCA (4F) e as vendas no varejo (5F) por aqui. Lá fora o destaque vai para a reunião entre China e EUA (começa na quinta-feira). Lá fora teremos o CPI americano (na 6F, mede a inflação), dois discursos de Jerome Powell e a divulgação da ata do Fed.

No mercado de moedas, é dia de alta do dólar.

E o Boletim Focus manteve o dólar em R$ 4,00 para o final deste ano.

Tenham Todos uma Ótima Semana!

Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader

e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável

pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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