• Ney Martini

Call de Mercado - 11 de Outubro


Bom Dia,

Ontem tivemos mais um dia onde destoamos do exterior: enquanto as moedas pares do real ganharam um pouco de força frente à divisa americana, por aqui o dia foi de alta do dólar. A taxa fechou em R$ 4,123, uma alta de quase 0,5%. E a razão apontada para esta alta foi a mesma: a sinalização de que teremos uma taxa de juros mais baixa por aqui, o que diminuirá o famoso ‘carry trade’ (arbitragem). Outros fatores apontados foram a falta de perspectiva quanto à recuperação da economia brasileira (as vendas ao varejo cresceram somente 0,1% em agosto, ante uma expectativa de 0,3%) e o adiamento da votação da reforma da Previdência no Senado.

Aliás, à respeito dos dados de vendas ao varejo divulgados ontem, as apostas agora apontam para uma Selic de 4,5% já para o começo do ano que vem.

Segundo o presidente do BCE em evento em Milão, Mario Draghi, com uma política fiscal mais ativa na zona do euro, seria possível ajustar a política monetária mais rapidamente. Ele citou que essa foi uma das razões porque os juros nos EUA começaram a subir antes do que na Europa.

E lá fora segue a badalação à cerca do encontro sino-americano, e a perspectiva agora é a de um acordo. Como consequência, os mercados globais operam pra cima mas de olho nas reuniões de alto escalão dos dois países. Trump falou: “as negociações estão indo muito bem”. Hoje ele se encontrará com o vice premiê chinês, Liu He, às 15h45.

Saindo um pouco da caixinha....

Segundo um analista do Deutsche Bank, no último trimestre o dólar foi a moeda de maior rendimento no mundo desenvolvido. Em teoria, isso deve atraído mais investimentos em comparação a outras moedas. Levando-se em conta que mais da metade das reservas globais são em dólares (mais precisamente 62%, de acordo com o FMI), imaginem o efeito disso...

Na agenda, por aqui não sairá nenhum dado relevante, e lá fora teremos o índice de sentimento do consumidor dos EUA (11h), além do discurso de mais um membro do Fed (desta vez Eric Rosengren, do Fed de Boston).

No mercado de moedas EM, a oscilação dá-se conforme tabela abaixo:

Ou seja, não há uma direção única. Diria que, à exceção da lira turca (até por conta da guerra lá), o ambiente segue tranquilo, à espera do acordo entre EUA e China.

Tenham Todos uma Ótima Sexta-feira e um Excelente Final de Semana.

Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader

e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável

pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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