• Ney Martini

Call de Mercado - 17 de Outubro


Bom Dia,

Segundo o relatório do FMI divulgado ontem, os bancos centrais precisam estar preparados para enfrentar a próxima desaceleração econômica, e uma das maneiras é acompanhar o custo das dívidas corporativas. Outro ponto destacado é o aumento da participação de títulos mais arriscados e ilíquidos por investidores institucionais (por conta dos baixos retornos em títulos soberanos), e recomenda que a supervisão de entidades financeiras não bancárias deve ser reforçada.

Ainda ontem, a divulgação dos dados de vendas de varejo nos EUA veio muito abaixo do esperado: queda de 0,3% em setembro ante uma expectativa de aumento de 0,2%. Lembrando que o consumo doméstico representa cerca de dois terços do PIB dos EUA, o dado em si trouxe o diagnóstico claro que a economia de lá está perdendo força, e aumentam as apostas de mais cortes de juros por parte do Fed.

E por aqui o dólar fechou à R$ 4,1535 (-0,25%), mas na máxima do dia chegou a mirar o R$ 4,20 (bateu nos R$ 4,1865 na verdade), reascendo rumores das máximas históricas e da presença do Bacen.

Segundo um relatório do BTG Pactual, os dados do fluxo cambial continuaram negativos na semana passada, e as remessas de divisas nos últimos doze meses chegou a US$ 40,8 bilhões, o maior já visto. Diz o banco: “diferencial de juros no menor patamar da história (com perspectivas de mais baixas), crescimento econômico frustrante e cenário externo adverso são alguns dos catalisadores para a piora de fluxo este ano”. Aliado a isso, aumentaram as saídas de recursos para o pré-pagamento de dívidas externas a credores internacionais, pois o custo de captação em moeda local diminuiu (esse fato inclusivo é reconhecido pelo Banco Central).

Um alívio dado aos mercados foi quanto ao Brexit: segundo fontes, A União Europeia e o Reino Unido chegaram a um acordo.

A agenda do dia nos traz dados de atividade nos EUA (desempenho da indústria, auxílio-desemprego, construção de moradias) e na China (PIB), e internamente deveremos acompanhar a crise no PSL. Os futuros de NY operam perto da estabilidade, onde os investidores digerem a safra de balanços que está sendo divulgada. Os ativos na Europa também seguem sem tração e as bolsas na Ásia fecharam sem uma tendência definida.

No mercado de moedas, o dólar está de lado, mas busca recuperação após perder terreno ante a frustração dos dados de varejo divulgados ontem. Frente as moedas EM, o rand sul-africano ganha espaço frente ao dólar. As demais operam perto da estabilidade.

Tenham Todos uma Ótima Quinta-feira!

Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader

e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável

pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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