• Ney Martini

Call de Mercado - 1 de Junho

Bom Dia,


Maio


Praticamente terminou como começou: o dólar fechou maio valendo R$ 5,339, com uma queda de 0,82% na sexta e de 1,80% no mês. Foi a primeira queda mensal do ano. Na máxima mensal bateu em R$ 5,97 (intraday do dia 14) pertinho da fronteira dos R$ 6,00. O mercado viu a possibilidade, inclusive, de ir até os R$ 6,50. Mas no ano o dólar ainda sobe (acima dos 33%).



O mês teve duas etapas bem distintas:


(1) o início foi de fuga do risco: as economias paradas mundo afora, dúvidas quanto ao processo de reabertura, o presidente do Fed afirmando que a crise era muito mais grave do que se pensava inicialmente, e por aqui um governo trocando ministros da saúde em meio à pandemia, especulações quanto à interferência na PF, e a saída de Sérgio Moro (e a divulgação da ‘bombástica’ gravação da reunião ministerial);


(2) uma inversão: notícias de reaberturas das economias, novidades em relação a uma possível vacina pra Covid, o preço do petróleo se recuperando, e um alinhamento do governo local com as outras esferas do poder (com o legislativo, mais especificamente, já que com o STF a relação segue complicada). Mas aqui nesta etapa começaram a voltar velhos temas. Um deles – e muito importante – são as complicadas relações sino-americanas, com questões não somente na esfera comercial, mas também políticas (protestos em Hong Kong).


Na bolsa o mês foi bastante positivo: no último pregão do mês chegamos aos 87.402 pontos e o ganho no período foi de 8,57%. Foi o melhor mês de maio desde 2009.



Junho


O que todos deverão acompanhar será como as economias voltarão ao normal: em forma de V, U ou L? A maioria das apostas estão na segunda hipótese, em U.


As notícias sobre um remédio para o Covid-19 terão maior destaque, pois sabe-se que já existem mais de 100 vacinas sendo testadas (em várias fases). E uma segunda onda da pandemia? Outro ponto de observação é o petróleo: é momento de recuperação dos seus preços após as mínimas históricas atingidas há pouco (aumentando seu preço, favorece o real). Também no radar estão as relações entre americanos e chineses, à medida que a eleição americana vai se aproximando.


Por aqui, depois de quase bater nos R$ 6,00, o Banco Central veio a público para afirmar que estava pronto para aumentar sua artilharia para defender a nossa moeda. Logo, o mercado passou a respeitar essa barreira, mas não podemos desprezar a hipótese de uma volta do stress. Também tivemos em maio um certo equilíbrio das nossas contas externas. E a questão política interna?


Mas o fato é que os agentes já passam a reavaliar a taxa para o final do ano, tirando o R$ 6,00 da frente e olhando mais para o R$ 5,20 (por aí...). (Não querendo dizer que a chegada até lá seja linear. A volatilidade ainda está por aí...).


Como o Banco Santander sublinhou em seu último boletem sobre as Perspectivas Macro: Tentando Vislumbrar o Fim da Crise.



Esta Semana


No campo político a semana já começa nervosa: manifestações por aqui (governistas contra oposição) e nos EUA (social) podem trazer instabilidade aos mercados. Já na economia o nosso destaque vai para o Payroll/EUA na sexta-feira e para a reunião do BCE na quinta (indicação de mais compra da ativos na Europa). Por aqui teremos a produção industrial de abril na quarta e vários índices de inflação ao longo da semana.



Hoje


Os PMIs (índice dos gerentes de compra) da zona do euro indicam que as indústrias de lá já passaram pelo pior e as bolsas sobem (exceção à Alemanha, onde é feriado). Na China as bolsas já fecharam com forte alta com dados mais fortes da indústria e depois de um discurso Trump mais moderado na sexta-feira. Os futuros de NY apontam pra cima, e as moedas emergentes ganham espaço frente ao dólar. Seguindo essa tendência, por aqui será um dia de queda da moeda americana.


Boa Semana a Todos,


Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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