• Ney Martini

Call de Mercado - 10 de Julho

Bom Dia,

À espera do Fed.

Ontem

O dólar à vista encerrou à R$ 4,885, uma alta de 0,70% em relação à segunda-feira. Este movimento da divisa americana foi observado frente a todas moedas EM, mas caiu ante as divisas fortes (ien, euro, franco-suíço e libra). Por aqui, foi encarado como uma realização de lucros após uma queda de mais de 9% nos primeiros pregões de junho. Na máxima do dia bateu em R$ 4,9375, mas perdeu fôlego ao longo da sessão. Na B3, o dólar fechou à R$ 4,90. O CDS (mede o risco país) fechou em 206 pontos.

Analistas do Brown Brothers Harriman afirmaram ao Valor: “o apetite por risco visto nos últimos dias deu uma pausa aparentemente influenciado pela boa e velha realização de lucros. Não há novidades para justificar a virada”. E o Morgan Stanley vai mais longe, vendo espaço técnico para o dólar recuar até os R$ 4,75. Já outro banco, o Commerzbank aposta que o dólar deve voltar a operar acima de R$ 5,00: “a recuperação do real contra o dólar veio muito mais rápido do que nós prevíamos. A rapidez nos deixa céticos, já que a crise da pandemia ainda parece longe do fim por aqui”.

E o Ibovespa, após 7 sessões em alta, fechou em queda de 0,92%, aos 96.746 pontos. Segundo operadores, foi um movimento de realização dos recentes lucros, mas também pesou nesta performance uma parada técnica respeitando a agenda de hoje (Fed). Lá fora o dia também foi de quedas: o S&P caiu 0,78% e o DJ -1,09%.

Hoje

Véspera de feriado. Agenda carregada: o destaque vai, obviamente, para a decisão do Fed, que deve sair às 15h. Às 15h30 tem entrevista do presidente da instituição, Jerome Powell. A expectativa é de manutenção na taxa de juros (que está na faixa entre 0% e 0,25%aa), mas o mercado ficará de olho nas sinalizações quanto ao futuro (ou seja, o que ainda não está precificado?). A princípio, descarta-se a adoção de juros negativos por lá (como na Suíça ou no Japão: ou seja, o investidor paga para aplicar...).

Por aqui teremos IPCA de maio (sai daqui um pouco, às 9h), que ainda deverá mostrar uma baixa pressão inflacionária. A expectativa é de uma queda (deflação) entre 0,35% e 0,61%. O acumulado 12m deve ficar abaixo dos 2% (inflação oficial). No campo político, hoje o STF deverá julgar a questão das fake news.

É dia de cautela: as bolsas na Ásia fecharam em baixa (na China veio deflação nos preços ao produtor, que demonstra uma queda de preço e de atividade), os futuros de NY operam no vermelho, assim como as bolsas europeias. As moedas EM operam de lado, e o real deverá seguir seus pares, todos à espera do Fed.

Bom Dia a Todos!


Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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