• Rodrigo Madke

Call de Mercado - 10 de Setembro

Bom Dia,


Volta a cautela!


Mercados Ontem


O dólar fechou em queda de 1,25%, aos R$ 5,298, e devolveu os ganhos do dia anterior. A queda da moeda norte-americana foi geral num movimento de apetite global por risco. E isso mesmo com a notícia de que um dos laboratórios que estavam na fase mais avançada na vacina contra a Covid-19 (AstraZeneca) anunciar a suspensão dos testes por conta da reação negativa em um participante do estudo. O entendimento foi de que mais incentivos deverão ser dados pelos bancos centrais, e mais liquidez será injetada ao sistema financeiro.


Localmente um dado chamou a atenção: o IPCA. Mês passado, a alta do índice foi de 0,24%, a maior variação positiva desde 2016. Isso é sinal de inflação, e alivia um pouco a pressão para mais baixas na Selic. E Selic maior = mais arbitragem...(carry trade).


Lá fora, após três sessões consecutivas de perdas, os principais índices americanos tiveram recuperação e fecharam em alta: S&P +2,02% (maior alta desde 29/04), DJ +1,60% e Nasdaq +2,71%.


O Ibovespa acompanhou o exterior e fechou em alta de 1,24%, com 191.292 pontos (com destaque para as siderúrgicas).


Barclays


Segundo o banco inglês, “o juro baixo ainda limita as chances de uma recuperação mais expressiva para o real neste ano, mas a moeda poderá se beneficiar de uma melhora econômica e da retomada da agenda das reformas”. Para 2021, apostam num dólar à R$ 5,00.


Bradesco


Já o Bradesco afirmou em nota: “a volatilidade do real, que está entre as maiores do mundo, está muito ligada ao cenário global de ainda alta aversão ao risco e a incertezas quanto à politica fiscal local. Reduzindo as incertezas e com crescimento econômico, voltarão os fluxos para portfólio”.


Déficit Comercial Americano


Apesar de todas imposições tarifárias do governo Trump, o déficit da balança comercial americana está voltando a atingir níveis recordes. O gráfico abaixo mostra que o déficit em julho foi o maior desde 2008, período da crise financeira.



China


O país anunciou na semana passada que poderá reduzir sua carteira de Treasuries. Atualmente com US$ 1,074 trilhão, a ideia é diminuir para cerca de US$ 800 bilhões. Contudo, a decisão é vista com desconfiança, pois eles podem estar utilizando outros depositários para camuflar sua posição.


Abertura


É dia de cautela e os ativos de risco operam na defensiva. As bolsas chinesas fecharam para baixo (governo ameaçando coibir especulações), na Europa elas estão na expectativa do BCE (decisão sobre política monetária às 8h45 e decisão no Reino Unido sobre Brexit impactam os negócios) e nos EUA os futuros de NY estão no negativo. As moedas EM perdem valor frente ao dólar e por aqui o real deve abrir um pouco pressionado (o dólar deve subir).


Fora a decisão dos juros na zona do euro, teremos dados de vendas ao varejo aqui (9h), pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (9h30), e a inflação ao produtor (também nos EUA, sai às 9h30). Enfim, um dia importante.


Um Bom Dia a Todos!


Atenciosamente.

Rodrigo Ribeiro Madke

Consultoria e Câmbio Comercial


Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

por Gustavo Candiota

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