• Ney Martini

Call de Mercado - 11 de Agosto

Bom Dia,

Mercados Ontem

Mais uma vez foi um dia bastante volátil: descolado do exterior, na abertura viu-se um movimento de realização de lucros, aliado à notícias de comprometimento com a meta fiscal, e o dólar chegou a bater na mínima de R$ 5,357 (-1%). Mas aos poucos foi subindo, e seguindo o movimento do exterior, fechou em R$ 5,4645 (+0,94%). Tivemos o segundo pior desempenho entre as moedas que acompanhamos (desta vez fomos medalha de prata, perdendo para o peso chileno, onde o dólar subiu mais de 2,2%).

Perdurou o cenário macro, ou seja, as preocupações entre chineses e americanos, bem como as repercussões do pacote de ajuda norte-americano (a continuidade do auxílio emergencial foi considerada insuficiente e Trump tweetou ao longo do dia afirmando que agora os democratas queriam negociar).

A bolsa fechou em alta de 0,65% (103.444 pontos), influenciado sobretudo pela alta dos preços das commodities (minério de ferro e petróleo). Mas foi também um pregão que se viu uma alta volatilidade, onde o índice chegou a cair 1,45%.

Lá fora, S&P fechou com +0,27% e o DJ com +1,30%.

O dólar no comércio entre Rússia e China

Neste ano, a moeda norte-americana é utilizada em 46% das transações comerciais entre chineses e russos. Já para o euro a proporção é de 30%, a maior da história. Para as moedas entre os dois países, é de 24%, também a maior da história.

Rússia e China tem reduzido, e muito , a utilização do dólar em suas transações: em 2015, este percentual chegou a ser de 90%. A ‘desdolarização’ vem desde 2014, e tem sido uma prioridade para ambos os países: para a Rússia, especificamente, tornou-se uma necessidade para driblar as sanções americanas contra seu país após a anexação da Criméia. Este processo ganhou força agora, com o governo Trump impondo tarifas sobre a importação de mercadorias chinesas, fazendo com que a China visse a Rússia como parceira comercial.

Em 2014 os países assinaram um acordo de troca de moedas no valor de 150 bilhões de yuans (US$ 24,5 bilhões). Desta forma, um país acessa a moeda do outro sem precisar acessar o mercado internacional.

Uma questão que incomodava os países diz respeito à utilização da plataforma SWIFT, amplamente dominada pelos EUA. Por meio de plataformas próprias, os países criaram uma alternativa para o recebimento de suas divisas.

A Rússia vem acumulando reservas em yuans em detrimento ao dólar americano, e hoje detém 25% de suas reservas mundiais nesta moeda.

Por outro lado, destronar o dólar como reserva global não será tarefa fácil. Segundo o economista de Harvard, Jeffrey Frankel, a moeda norte-americana possui três vantagens: (1) sua capacidade de manter seu valor graças à inflação e a depreciação limitadas, (2) o imenso tamanho da economia doméstica dos EUA e (3) os EUA tem mercados financeiros grandes, abertos e líquidos.

Concluindo, por enquanto a posição do dólar é segura, mas não se pode cravar que será para sempre a principal moeda internacional.

(Fonte: Jornal Valor Econômico)

Mercados Hoje

As bolsas operam em alta, tanto na Europa quanto os futuros de NY. As asiáticas fecharam sem direção única.

As moedas de países emergentes operam com ganhos frente ao dólar neste momento. O dólar cai em bloco com notícias vindas após o fechamento dos mercados ontem dando conta que os democratas querem voltar a mesa de negociações sobre o pacote de ajuda aos desempregados e que a China está empenhado na fase 1 do acordo com os americanos. Localmente, o dólar deverá abrir em queda, pegando carona com o bom humor externo.

Em dia de agenda fraca, o destaque vai para a Ata do Copom (expectativa com novas quedas nos juros...). teremos ainda prévias do IPC-Fipe e do IPC-S. Lá fora sairá o índice Zew (expectativa econômica na Alemanha) e nos EUA teremos PPI (inflação ao produtor).

Saúde a Todos!


Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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