• Ney Martini

Call de Mercado - 14 de Abril

Bom Dia,

Novo recorde e quase lá!

Ontem

O dólar chegou a cair 0,80% no início do dia, pouco antes do discurso de Powell. Já ao meio-dia, a moeda avançava 0,92%, para R$ 5,92. Na máxima, passou dos R$ 5,943. Desacelerou no final para fechar em R$ 5,90 (+0,55%), após mais um leilão faltando meia hora para o fechamento da sessão (colocou US$ 380 milhões da oferta de US$ 500 milhões).

O que causou esta guinada? O presidente do Fed disse que os EUA podem enfrentar um período prolongado de fraco crescimento, e disse também que o Fed não está levando em conta adotar a política de juros negativos.

Todos ativos viraram: as bolsas, que até então operavam pra cima, passaram a cair. O VIX (índice do medo) subiu 8%. O Ibovespa até que se comportou, e fechou em queda de somente 0,13% (77.772 pontos), amparado principalmente pelas ações da Vale (que é exportadora e muito importante na composição do índice).

Lá fora o discurso de Powell também fez com que os ativos sofressem: o petróleo caiu e o S&P fechou em queda de 1,75%. Trump também ajudou, afirmando que irá analisar uma legislação para penalizar o governo chinês sobre o contágio do coronavírus.

E por aqui a alta pegou carona com o momento político bastante agitado.


Bank of America

Segundo um relatório do BofA, o dólar não deverá recuar tão cedo. A instituição aponta 4 fatores para que isto não ocorra:

1.O banco está vendido em moedas estrangeiras. É melhor esperar por menos incertezas, mas não esperam que elas ultrapassem o atual nível.

2.Os emergentes estão com os juros muito baixos, o que leva cada vez mais investidores a encerrar suas aplicações no país e repatriar seu dinheiro.

3.Os fundamentos econômicos são frágeis. A imprevisibilidade afugenta o investidor. Os fundamentos se deterioram rapidamente com a Covid-19. Espera-se uma grande deterioração nas contas públicas e fortes contrações das economias. Isto acarretará uma forte volatilidade na taxa de câmbio.

4.Ninguém sabe o destino da pandemia. O aprofundamento da crise da saúde nos países emergentes deve pressionar as taxas de câmbio, aumentando ainda mais o risco para os investidores globais.

O banco revisou suas estimativas para o real: R$ 5,85 para o final do ano (ant R$ 5,20), sendo que no curto prazo “chega fácil no R$ 6,00”.

Hoje

Tem auxílio-desemprego nos EUA (9h30) e um monte de balanços que serão divulgados por aqui. No lado político local é que a coisa pega: tem o vídeo da reunião ministerial a ser divulgado e também o inquérito sobre a interferência na PF.

As bolsas na Ásia fecharam em queda (ainda refletindo o discurso de Powell), os futuros de NY estão no vermelho e as bolsas europeias caem. As moedas emergentes sofrem perdas frente ao dólar, em mais um dia de fuga do risco. Com um pouco mais de 1,5% de desvalorização do real, chegaremos aos R$ 6,00...

Saúde a Todos!



Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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