• Rodrigo Madke

Call de Mercado - 14 de Setembro

Bom Dia,


Semana de Fed e de Copom!


Sexta-feira


O dólar fechou em leve alta de 0,26%, à R$ 5,333. Na semana, a valorização foi de 0,49%, mas no mês acumula queda de 2,70%. 


Na sexta o movimento seguiu o exterior, mas localmente os investidores estão muito atentos às questões fiscais e a inflação (altas do arroz, soja, feijão, leite e materiais de construção). Aliás, o governo tem mostrado preocupação com a taxa do dólar e seus impactos na inflação, mas uma intervenção neste mercado está descartada. Também o que pesou para o freio de mão puxado foi a tradicional cautela antes das decisões das taxas de juros aqui e nos EUA (vide Esta Semana).


O Ibovespa caiu 0,48% no dia (fechou aos 98.363 pontos) e a queda acumulada na semana foi de 2,84%. Esta performance ruim deveu-se principalmente pela queda das bolsas externas, influenciadas pelas ações de tecnologia.


Lá fora o S&P fechou estável na sexta mas foi uma semana onde perdeu 2,51%. O DJ caiu 1,66% no período.


Eleição Americana e o Futuro nas Relações EUA x China


Não importa o vencedor das eleições americanas deste ano (que serão dia 03 de novembro), uma coisa está clara: os Estados Unidos mudaram suas relações com a China e deverão manter a linha dura. Em seu mandato, o presidente Trump rompeu com décadas de uma política que promovia relações muito próximas entre os países. Vendo a China como um crescente e desonesto competidor, sua administração impôs tarifas em dois terços das importações chinesas, fazendo com que este país evite investir nos Estados Unidos e pressionando as empresas americanas a evitarem a tecnologia chinesa.


Vejam que, pelo gráfico abaixo, o comércio com o país asiático começou a diminuir mais acentuadamente nos últimos quatro anos (linha vermelha):



 Conselheiros do candidato democrata Joe Biden compartilham desta visão, afirmando que os chineses são um concorrente perturbador. Isso sugere que mesmo com uma possível troca de governo na Casa Branca, os atritos com os chineses continuarão. Biden afirmou que sua política com a China será baseada na promoção da democracia e nos direitos humanos. Desta forma, ele acredita que os Estados Unidos competirá com a China globalmente com valores, e não somente com o comércio.

(Fonte: Wall Street Journal)


Analisando-se os impactos das eleições para o Brasil, o executivo do banco suíço UBS afirma: “uma mudança na Casa Branca (vitória de Biden) aumentaria a pressão quanto a questões ambientais. E o meio-ambiente é uma área difícil para o Brasil. A sustentabilidade é um tema que está em franco crescimento e é uma questão que está difícil de se gerenciar no contexto brasileiro. Portanto, caso Biden vença, é um ponto em que pode se esperar bastante pressão e volatilidade nos ativos ligados ao setor”.


Esta Semana


Semana de Fed (quarta-feira, 15h) e de Copom (também na quarta, mas às 18h). Por aqui as apostas majoritárias são pela manutenção da atual taxa de juros (2%). Nos EUA nem se fala em subir juros, mas o mercado ficará de olho na declaração pós-decisão (os ‘foward guidance’, ou seja, dicas sobre os próximos passos). Fora isso, amanhã tem o ZEW na Alemanha (percepção econômica), na quarta tem dados de venda ao varejo nos EUA (9h30), quinta saem os pedidos de auxílio-desemprego (9h30) e o índice de atividade da Filadélfia.


O mercado de moedas EM amanhece de lado, dividido, e o dólar cai frente ao peso mexicano e à divisa sul-africana. O real deverá abrir perto da estabilidade, em modo HOLD (cautela) por conta dos importantes eventos da semana. Mas o viés nos mercados é positivo com boas notícias sobre a vacina contra a Covid-19 (e poderá conduzir o dólar para baixo): os futuros de NY exibem ganhos robustos e as bolsas europeias operam sem direção única (os índices de produção industrial vieram em linha com o esperado). Na Ásia, os principais índices acionários fecharam em alta. O VIX (índice do medo), opera em queda de 1%.


Não importa o vencedor das eleições americanas deste ano (que serão dia 03 de novembro), uma coisa está clara: os Estados Unidos mudarami suas relações com a China e deverão manter a linha dura. Em seu mandato, o presidente Trump rompeu com décadas de uma política que promovia relações muito próximas entre os países. Vendo a China como um crescente e desonesto competidor, sua administração impôs tarifas em dois terços das importações chinesas, fazendo com que este país evite investir nos Estados Unidos e pressionando as empresas americanas a evitarem a tecnologia chinesa.


Atenciosamente.

Rodrigo Ribeiro Madke

Consultoria e Câmbio Comercial


Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

por Gustavo Candiota

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