• Ney Martini

Call de Mercado - 17 de Junho

Bom Dia,

Dia de Selic!

Mercados Ontem

O otimismo com os dados da economia americana de um lado contra um receio com uma segunda onda do coronavírus do outro estão dividindo os mercados.

Ontem foi um daqueles dias peculiares: a bolsa fechou em alta de 1,25% (93.531 pontos) e o dólar também subiu, fechando em R$ 5,234 (+1,79%). Pela manhã, na mínima, a moeda tocou nos R$ 5,05 (vejam matéria do Citibank abaixo).

Nos Estados Unidos, dados das vendas ao varejo surpreenderam positivamente (veio +17,7% ante expectativa de +7,9%). Por outro lado, mais tarde, notícias vindas da China (fechamento de escolas por medo de uma segunda onda do Covid) e o discurso de Jerome Powell afirmando que “apesar dos sinais recentes de recuperação, a economia americana ainda tende a sofrer no curto prazo”, dividiram os mercados (basta olhar a oscilação do dólar acima).

Citibank

Para o economista do Citibank, Ernesto Revilla, em entrevista ao Valor Econômico, “a alta volatilidade é a única certeza para os mercados no momento, e as incertezas vividas no mundo todo são mais elevadas no Brasil e na América Latina”. Perguntando sobre qual o cenário para o real neste ano, ele respondeu: “à medida que comece a recuperação nos EUA e o excesso de liquidez enfraqueça o dólar, as moedas emergentes devem se valorizar mais. No fim do ano, as moedas da região devem ficar mais perto do nível de hoje. Essa tendência deve se manter enquanto o Fed continuar injetando liquidez nos mercados”.

Hoje

A nova Selic deve sair após o fechamento dos mercados, e o consenso é de que de 75 pontos base (para 2,25%). A pergunta é: qual o próximo passo? Tem espaço pra cair mais? Ao longo do dia teremos a prévia do IPC-Fipe e os dados de fluxo cambial semanal. Lá fora, Powell dá outro discurso (desta vez na Câmara, às 13h), e na zona do euro sairá a inflação ao consumidor.

No exterior abertura dos mercados é em marcha lenta: os futuros de NY operam um pouco pra cima, assim como as bolsas europeias. Na Ásia elas fecharam no positivo. O petróleo cai em Londres e em NY. As moedas EM valorizam-se um pouco frente ao dólar, em dia de tomada de risco (‘pero no mutcho’), e o real deve seguir seus pares.

Segundo o Deutsche Bank em Londres, sobre o fluxo aos emergentes: “embora o fluxo de portfólio tenha se estabilizado após o recorde de saídas em março, nós ainda não vimos nenhum forte ingresso. Na ausência deste fluxo, qualquer rali nas moedas emergentes fica mais limitado mesmo se o risco global continuar resiliente”. Ou seja, o banco só apostará nos EM quando ver enxergar fluxo.

Um Bom Dia a Todos!



Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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