• Ney Martini

Call de Mercado - 19 de Março

Bom Dia,

Em mais um dia de pânico, os mercados seguem assustados com as projeções de recessão que será provocado pela crise do coronavírus. Tivemos mais circuit breakers (aqui e lá fora), mais queda do preço do petróleo (que estão em seus preços mais baixos desde 1999, e estão agora na faixa dos US$ 20/barril), e... ALTA DO DÓLAR.


A moeda norte-americana fechou à R$ 5,196 (+3,75%), tendo alcançado R$ 5,257 na máxima. Tivemos 4 leilões que nem fizeram muita diferença: um de linha de US$ 2 bilhões (com compromisso de recompra) e dois no spot. No último vendeu somente US$ 30 milhões e antes havia vendido US$ 830 milhões.


Traduzindo, não há muita demanda por dólar, o fluxo não está muito ruim, mas nossa moeda está sofrendo as consequências de uma crise global e pode estar sendo atacada.

E as revisões para a moeda já começam a aparecer (os futurólogos), e um banco francês de primeira linha estima uma taxa de R$ 5,25 para daqui um ano (final do primeiro trimestre de 2021).


No campo dos juros, o Copom reduziu a taxa Selic para 3,75%aa (ant 4,25%), e esta era a expectativa para 70% do mercado. A decisão foi unânime, e no comunicado foi citado o coronavírus para justificar a queda. Vejam uma parte dele:


“No cenário externo, a pandemia causada pelo novo coronavírus está provocando uma desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos financeiros. Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulo monetário pelas principais economias, o ambiente para as economias emergentes tornou-se desafiador”.


A Câmara aprovou ontem à noite o Estado de Calamidade Pública, e o governo agora pode descumprir a meta fiscal e usar os recursos no combate ao coronavírus. Ao mesmo tempo, a equipe econômica divulgou novas decisões na área trabalhista para aliviar as regras vigentes com a intenção de evitar demissões em massa.


E neste momento não temos muitas novidades nos mercados: os futuros de NY já sinalizam uma abertura no vermelho e continua a fuga ao dólar. As bolsas europeias caem mesmo com o anúncio do BCE de comprar EUR 750 bilhões em ativos para conter os efeitos da pandemia na economia. As moedas emergentes seguem perdendo valor, porém com um pouco menos de intensidade que ontem (hoje na faixa dos 1%, exceção ao MXN, onde o dólar sobe cerca de 3%).


Fazer o quê? Desejamos uma Boa Quinta-feira a Todos!


Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos


Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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