• Ney Martini

Call de Mercado - 22 de Abril

Bom Dia,

O destaque do feriado ficou por conta do petróleo...


Sabemos que a nossa moeda é bastante correlacionada com commodities (o Brasil é um dos maiores exportadores de commodities do mundo). Pois bem, sendo o petróleo uma commodity, a tendência é o real acompanhar este movimento. Acontece que o preço do barril de petróleo está em suas mínimas dos últimos 21 anos. De novo, preço do petróleo baixo implica dizer em um real também baixo (um real acima de R$ 5,30 está em suas mínimas históricas. O dólar está muito alto). 


Na segunda-feira, o preço do barril Brent caiu abaixo de US$ 15. Os estoques estão muito altos, não há consumo: logo, os preços caem. Na Nymex (bolsa de futuros de NY), o WTI (Texas Intermediate) fechou com um desconto de US$ 37 o barril para o contrato futuro de maio (vencimento ontem). Ontem, esses contratos venceram à US$ 10/barril (+126,8%). O investidor morreu com o título na mão, ao invés de resgatar o petróleo físico. Abriu-se inclusive a possibilidade de que os produtores americanos em breve tenham que pagar para os clientes levaram o óleo, pois os custos de estocagem são altos. Quem diria...


O contrato para vencimento em junho (a nova referência agora, o mais líquido), caiu ontem 43%, para US$ 11,57. Na bolsa londrina, porém, o petróleo tipo Brent para junho (este é o de referência da Petrobras) fechou à US$ 19,33.


Vejam agora as últimas projeções do Boletim Focus (Bacen):



A pressão agora vai para o Copom: todos os países estão baixando seus juros, e o Bacen já dá sinais de que vai ceder e deverá reduzir a Selic na próxima reunião. Nossos juros tenderão a ficar negativos. O mercado fala em quedas de até 1pp.


Na segunda-feira a moeda fechou por aqui cotada à R$ 5,3090 (+1,40%), sendo a segunda maior taxa histórica. Na máxima intraday bateu nos R$ 5,320. Tivemos o pior desempenho entre as moedas pares em função do cenário político interno. O Bacen realizou seu tradicional leilão de rolagem de swap mais um leilão extra de venda no spot de US$ 500 milhões.


Hoje os índices asiáticos fecharam em alta (influenciandos por novas notícias de estímulo), as bolsas europeias ignoram o tombo do petróleo e também sobem (o índice de expectativas econômicas na zona do euro subiu de -49,5 em março para +25,2 em abril - ZEW), e os futuros de NY operam em alta (Senado aprovou um novo pacote de US$ 480 bilhões para pequenas empresas).


Ontem todas moedas emergentes sofreram contra o dólar, mas hoje o movimento é inverso: a única que ainda perde valor frente a divisa americana é a lira turca; as demais valorizam-se na faixa de 0,50% - 1,00%. Como não abrimos ontem e o dólar subiu lá fora, resta saber se este movimento será compensado hoje...

Muito Obrigado!



Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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