• Ney Martini

Call de Mercado - 24 de Abril

Bom Dia,

De novo, mais uma marca histórica: R$ 5,5280 (+2,20%). 


E isso após dois leilões extras de swap cambial (total de US$ 1 bilhão) e mais um após o encerramento do mercado à vista (após às 17hr, onde foram ofertados mais US$ 500 milhões). O dólar futuro (vencimento maio/20) chegou a bater em R$ 5,56.

E um dos principais motivos para tal performance foram as notícias de uma eventual saída de Sérgio Moro: isso agravaria a já frágil situação política do governo. Também tivemos dados fiscais vindo muito ruins e um aumento considerável no número de mortos pelo coronavírus. Fechamos na contra-mão do exterior.


A bolsa fechou em queda de 1,26%, aos 79.673 pontos, antes de bater numa máxima de quase 82 mil pontos (antes de Moro e com a expectativa da queda da Selic).


E na noite veio a confirmação da exoneração de Valeixo do cargo de diretor-geral da PF. Este era o motivo das especulações quanto à saída de Moro, pois Valeixo era um homem de sua confiança.


E vem mais pressão por aí, com cobranças do STF ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quanto a um pedido de impeachment contra Bolsonaro...



Exterior


Até certo momento, as bolsas ontem lá fora operavam pra cima, mas notícias de que a droga 'Remdesivir' (falamos dela na semana passada) falhou no primeiro teste clínico feito contra o coronavírus, fizeram com que elas começassem a devolver os ganhos. Nos EUA, Trump mudou o seu discurso em relação à reabertura da economia (as 3 fases), dizendo que seria necessário estender as regras do distanciamento: ele inclusive criticou o estado da Georgia por estar "reabrindo cedo demais sua economia". Dados de auxílio-desemprego vieram à 4,427 milhões de novos pedidos (o Citi que já bateu no teto). O PMI americano despencou de 40,9 para 27,4, o menor nível histórico. O petróleo fechou em alta (US$ 16,50/barril), com um possível conflito no Oriente Médio e com o corte na produção por parte do Kuwait.



Projeções para o câmbio


Segundo uma gestora de fundos de um banco alemão, "o real está bem barato". Porém, alertam, "os efeitos desta pandemia tem afetado o bloco de moedas emergentes de forma geral, mas o real tem sofrido adicionalmente com a queda dos diferenciais entre os juros locais e internacionais, o que prejudica a relação risco/retorno de se investir na renda fixa doméstica". Continuando, "mesmo com a moeda em patamares mais baratos, a taxa de câmbio sofre riscos em função da gestão das contas públicas. Há dúvidas se voltaremos às reformas ou se muitos desses gastos extraordinários serão permanentes. É difícil fazer uma projeção para o real: um valor justo seria entre R$ 4,70 e R$ 4,80, mas não há um timing que que convergirá para este patamar".


* O banco suíço UBS revisou ontem suas estimativas para a trajetória do dólar. O cenário base traz uma taxa de R$ 4,95 para o final deste ano, e R$ 4,60 para o final de 2021. Os economistas também divulgaram um cenário pessimista: neste a taxa seria de R$ 5,75 ao final de 2020 e R$ 7,35 para dezembro/21 (isso mesmo). Para se chegar a este último valor, os economistas consideraram um risco país (CDS) de 450 pontos (hoje está em 315) e a manutenção do diferencial de juros nos atuais níveis com um maior prêmio de risco. Esta desvalorização adicional de 32%do real estaria dentro das faixas históricas calculadas desde 2000.

Hoje


Teremos leilão com oferta de US$ 3 bilhões de linha para rolagem. A FGV divulgará a prévia da confiança da indústria e mais tarde o Bacen divulgará dados do setor externo (ref março. Expectativa de déficit em conta corrente de US$ 300 milhões). Nos EUA às 11h sai o índice de confiança do consumidor (Michigan).

As bolsas na Ásia fecharam em baixa (frustração com o remédio da Covid), os futuros de NY operam pra cima e as bolsas europeias estão em território negativo (dados de venda ao varejo vieram muito baixos, assim como índices de sentimentos das empresas).

As moedas emergentes não operam em direção única. O foco por aqui hoje será no campo político...

Muito Obrigado!


Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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