• Ney Martini

Call de Mercado - 26 de Agosto

Bom Dia,

Mercados Ontem

O dólar abriu estável, subiu um pouco no final da manhã mas, acompanhando o movimento externo de desvalorização da moeda norte-americana (dados fracos de confiança do consumidor nos EUA), fechou o dia em queda de 1,16%, aos R$ 5,527. Localmente fala-se em fluxo de entrada e um movimento de desmanche de posições em bolsa.

O cenário macro ainda é de cautela (as questões políticas/fiscais internas não estão resolvidas e lá fora os temas são as retomadas das economias e a eleição americana de novembro), mas já começa a se ouvir que “a recente desvalorização da moeda brasileira foi longe demais, o que pode abrir espaço para um ajuste técnico”.

A bolsa fechou com 102.117 pontos, em queda de 0,18%, seguiu o Dow Jones que também caiu por conta dos dados de confiança do consumidor de lá  (-0,21%).

Balança Comercial

O Banco Central informou ontem o saldo das transações correntes. Em julho o resultado ficou positivo em US$ 1,628 bilhão, revertendo o déficit de US$ 9,790 bilhões ante mesmo período do ano passado, e bem acima das expectativas de mercado (US$ 737 milhões).

Segundo o JP Morgan, “a dinâmica do balanço de pagamentos está favorável e o Banco Central está em uma posição confortável para defender a moeda local”.

Cabe ressaltar que no ano de 2019 o resultado das transações correntes do Brasil foi em torno de -US$ 50 bilhões. No ‘running’ atual, 2020 pode fechar superavitário em US$ 15 bilhões.

China

Em um seminário para assessores e de economistas estatais, o presidente chinês Xi Jinping alertou que seu país está passando por um período de “mudança turbulenta” e que os formuladores de políticas devem estimular cada vez mais a demanda interna para incentivar o crescimento.

Este seminário serve de preparação para a elaboração do 14º plano quinquenal no ano que vem. O plano traça as diretrizes para a economia chinesa dos próximos cinco anos. “Devemos estar preparados para enfrentar ventos contrários no ambiente externo, com uma série de riscos e desafios. O mercado doméstico dominará o ciclo econômico nacional.”

Hoje

A abertura dos mercados é, mais uma vez, de cautela, sem uma direção definida. As moedas de países emergentes não operam em direção única (dólar sobe no México, Índia e Rússia, mas cai na África do Sul e na Turquia), e por aqui deve abrir de lado, de olho na política (de novo, o teto fiscal). As bolsas europeias também operam mistas, e os futuros de NY estão perto da estabilidade. O VIX (índice do medo) está estável com 22 pontos e o CDS do Brasil está em 214 pontos (mede o risco país).

Na agenda tem pedidos de bens duráveis nos EUA, que sai às 9h30.

Bom Dia a Todos!

Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

36 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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