• Ney Martini

Call de Mercado - 27 de Abril

Bom Dia,

A semana passada começou com a crise do petróleo e terminou com a crise política.


O petróleo bateu nas mínimas dos últimos 20 anos, sendo que os contratos futuros do tipo WTI (Texas) atingiram valores negativos pela primeira vez na história. Com as economias paradas ao redor do mundo, não há consumo.

Por aqui tivemos bastante agitação no campo político: iniciou-se com a abertura de inquérito por parte do Ministro do STF Alexandre de Moraes à cerca de manifestações pedindo o fechamento do Congresso, passamos pelo anúncio do programa econômico Pró-Brasil (alvo de muitas críticas e que não teve a participação do Ministério Economia) e terminou na sexta-feira com o pedido de demissão do Ministro da Justiça Sérgio Moro.

Câmbio

O Banco Central vendeu nada mais nada menos do que US$ 7 bilhões nos últimos 3 dias para tentar segurar as cotações. Até agora, porém, toda esta munição não foi suficiente para acalmar o mercado. Essa dinâmica de alta é reflexo das indefinições sobre o futuro político do governo Bolsonaro (e em menor grau em função da taxa Selic). 


Na quarta-feira o Bacen vendeu US$ 880 milhões em swap cambiais em duas operações. Na quinta, foram colocados mais US$ 1,9 bilhão em quatro operações. E na sexta-feira veio a derrocada: foram três leilões de swap no valor de US$ 1,4 bilhão, dois leilões de linha num total de US$ 700 milhões, mais quatro leilões de dólares à vista no valor total de US$ 2,175 bilhões. Ou seja, somente na sexta foram US$ 4,2755 bilhões...


E nem tudo isso foi o suficiente para batermos um novo recorde: a moeda fechou à R$ 5,6615 (+2,40%), e cabe registrar que no meio da sessão a taxa máxima bateu em incríveis R$ 5,7485 (representava quase 4% num dia). Na semana, a alta do dólar foi de mais de 8%. No ano, nossa moeda já perde mais de 40% pro dólar. Por sinal, no ranking deste ano o real é a moeda que mais perde valor (o segundo é o rand sul-africano, com 36% e depois vem o peso mexicano com 32%).

Bolsas


Não muito diferente do real, o Ibovespa na sexta-feira fechou em queda de 5,45% (75.330 pontos), mas no meio da sessão bateu numa mínima de 72.040 pontos (-9,58%). Por pouco não foi acionado o 'circuit breaker'. Na semana a queda foi de 4,63% e no ano já estamos negativos em 35%.


Lá fora, porém, o dia foi bastante tranquilo, tanto é que os índices americanos avançaram 1,11% (DJ), 1,39% o S&P e 1,65% o Nasdaq.

O que vem por aí...


A crise política está longe de terminar: a briga Moro x Bolsonaro continuou final de semana adentro, há vários pedidos de impeachment no Congresso (até o PSL está protocolando um), e agora os holofotes vão para o ministério da Economia. Será que o ministro Paulo Guedes fica? E o Centrão, antes longe do governo, já estaria negociando cargos e altos orçamentos do segundo e terceiro escalões, afastando o risco de afastamento do Presidente. Estaríamos trocando a agenda liberal pela agenda populista? 

Mas lá fora a semana começa em tom positivo. As bolsas europeias sobem com notícias de novos afrouxamentos por parte de países para a volta à normalidade pós coronavírus. Os índices chineses fecharam em alta após o menor número de casos do vírus e com expectativas de mais estímulos. Os futuros de NY também operam pra cima (NY estabilizou em casos de coronavírus e vem mais grana por aí).

A semana será mais curta (feriado na sexta), é final de mêsteremos Fed na quarta (espera-se a extensão do programa de compra de bônus estaduais e municipais), tem BCE na quinta (reunião de política monetária do Banco Central Europeu), e sairão vários indicadores nos EUA (PIB, PMI/Markit, ISM). Por aqui, teremos o IPCA-15, IGP-M, prévia do IPC-Fipe, dados da balança comercial, resultado das contas do governo,...Enfim, cheia!!


No mercado de moedas, as emergentes ganham espaço frente ao dólar, à exceção da lira turca, onde a moeda americana se valoriza 0,15%. A semana começa tranquila lá fora, mas por aqui a política inda deverá ser o foco dos investidores.


Uma Boa Semana a Todos!



Ney Martini

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável pelas operações de câmbio e derivativos

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

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por Gustavo Candiota

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