• Gustavo Candiota

Devemos nos preocupar com a 2ª onda de Covid19 no Brasil?

Enquanto a Europa, e agora EUA, enfrentam a chamada segunda onda da Pandemia, aqui no Brasil diversas preocupações voltam ou ficam maiores. Entre elas:


  1. Nossa saúde, claro. Aumento dos casos, UTIs voltando a seus limites, risco maior de infecção, apreensão sobre vacinas aumenta.

  2. Novos lockdowns que paralizariam a economia, provocariam uma segunda disruptura na cadeia produtiva, provocariam mais stress e desespero nas pessoas.

  3. Incerteza sobre 2021. Investir em um novo negócio? Trocar de emprego? Conseguirei emprego? Vale a pena marcar uma viagem?


Queremos acalmar o estimado leitor neste post. Então vamos fazer algumas ponderações sobre cada item acima.




1) Diferente da primeira onda, hoje temos um sistema de saúde mais preparado para conduzir o tratamento aos pacientes. O coquetel de remédios faz mais efeito, a segurança dos medicos sobre o que receitar em cada situação aumentou. Além disso, vale reforçar que o % de ocupação das unidades intensivas estar semelhante ao inverno pode ser uma comparação distorcida, uma vez que os leitos foram reduzidos quando passamos do "pico". Então os governos agora - esperamos - retomar alguns que foram fechados conforme a taxa de crescimento dos infectados. Vale lembrar também que agora o horizonte está mais claro para as vacinas. Estamos perto. São várias as que apresentaram ótimo resultado nas fases finais de teste e devemos ter várias aprovadas. A dúvida maior que fica é: tempo de distribuição, mas alguma estimativa de vida normal já pode ser feita para o próximo ano.


2) A chance de nova paralização completa a nivel nacional é muito pequena. Gestores públicos já perceberam que, por mais que este tipo de medida possa segurar em parte a taxa de conteminação, o abalo econômico e nos empregos seria bem maior. Entenda assim: a frágil economia brasileira não resistiria a um novo congelamento. A vida precisa continuar, com restrições e cuidados, sim, mas precisa. Bruno Covas (SP) recentemente afirmou que não haverá novo lockdown, sob qualquer hipótese. É um discurso semelhante ao governador da Flórida, nos EUA: não param mais. Talvez os governadores ou prefeitos ainda criem decretos com redução de horário, mas dificilmente veremos algo semelhante do que vivemos entre março e abril de 2020. Lembrando que, diferente do hemisfério norte, a segunda onda deve chegar aqui no meio do verão e temos mais tempo para esperar a vacina, pois nosso inverno começa somente em junho, enquanto o lá de cima está iniciando agora. Vírus circulam mais em climas frios. Aliás, mesmo no inverno, nosso país tem temperaturas muito mais amenas do que Europa e EUA.


3) Falar de um futuro um pouco mais distante é difícil, mas estamos otimistas, apesar de tudo. Até a metade de 2021 devemos ter vacinas sendo distribuidas em larga escala, com chance de todos os grupos de risco já imunizados. Isso mudaria completamente o cenário, pois os jovens, sem comorbidades, poderiam seguir sua vida sem medo de prejudicar os mais frágeis. Lembrando: um índice baixíssimo de pessoas fora do grupo de risco precisa de UTI quando contrai a Covid19! Geralmente com eles os sintomas são leves. Portanto, sim, é recomendado tomar decisões que hoje parecem arriscadas. Se programadas para o segundo semestre então, risco muito baixo. Sua viagem dificilmente será cancelada, seu casamento deve acontecer sem uso de máscaras, seus dólares comprados hoje serão utilizados, seu sonhado restaurante, que está em plano de projeto hoje, poderá ser aberto. Quer uma prova prática de quea incerteza está menor? Dólar emendando sequência de quedas e bolsas batendo recordes de pré-pandemia! Lembre-se: o mercado financeiro costuma ser um ótimo termômetro do que está acontecendo e do que vem pela frente.


Confie na capacidade humana em avançar. O mundo está estudando, aprendendo. A letalidade do novo coronavírus está diminuindo (ex: Itália informou hoje que na 2a onda está 75% menor), as empresas estão em processo de virtualização acelerado, os cuidados estão sendo tomados. Acredite em dias melhores, desligue a TV e pense positivo!


Att


Gustavo Candiota

Formado em Administração de Empresas pela PUCRS

Diretor da GC Prime Câmbio Inteligente

Executivo do mercado financeiro e assessor de câmbio

Certificado AAI Ancord em 2010 e PQO Bovespa em 2012

CE Intr. Wall Street no New York Institute of Finance e Criador do Blog do Câmbio

por Gustavo Candiota

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