História do Euro e chance de extinção da moeda comum.

19/02/2019

Antes de falar sobre o futuro do Euro, vamos lembrar aos estimados eleitores um pouco da história dessa conhecida moeda da União Européia. Onde tudo começou, porquê, e quais as perspectivas futuras.

 

O nome "euro" foi oficialmente adotado em 16 de dezembro de 1995. Foi introduzido nos mercados financeiros mundiais enquanto unidade de conta a 1 de janeiro de 1999, em substituição da antiga Unidade Monetária Europeia (ECU), a um câmbio de 1:1 (1,1743 USD). As moedas e notas físicas de euro entraram em circulação a 1 de janeiro de 2002, tornando-a a moeda de uso corrente entre os membros originais. Embora nos primeiros dois anos a cotação do euro tenha descido para 0,8252 USD (26 de outubro de 2000), a partir do fim de 2002 começou a ser transacionada a valores superiores ao dólar, atingindo um máximo de 1,6038 USD em 18 de julho de 2008. A partir do fim de 2009, a crise da dívida pública da Zona Euro levou à criação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e à adoção de várias reformas de estabilização monetária.

 

 

O euro segue até hoje a moeda oficial do Bloco, o qual é constituído por 19 dos 28 estados-membro da União Europeia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. A moeda é também usada de forma oficial pelas instituições da União Europeia e por quatro outros países europeus e, de forma unilateral, por outros dois. Em 2018, a moeda era usada diariamente por cerca de 343 milhões de europeus.

 

A ideia do estabelecimento da moeda única na CEE nasceu já na década de 70. Teve como principais defensores os Economistas Fred Arditti, Neil Dowling, Wim Duisenberg, Robert Mundell, Tommaso Padoa-Schioppa e Robert Tollison. No entanto, só pelo Tratado de Maastricht, de 1992 esta ideia passou da teoria para o Direito. Este tratado foi celebrado pelos doze países que à data faziam parte da Comunidade Económica Europeia. O Reino Unido e a Dinamarca optaram neste tratado por ficar de fora da moeda única. Na teoria os países que aderissem posteriormente à União teriam que aderir à moeda única. A Suécia aderiu à União em 1995 mas negociou entrar numa fase posterior. Os critérios para adesão à nova moeda única foram estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento de 1997.

 

Cédulas de euro em circulação e emissão. 

 

Obs: em maio de 2016, o Banco Central Europeu decidiu por por fim à emissão de novas cédulas de 500 euros, devido às dificuldades de troca entre os portadores e uma vez que seu alto valor facilita a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas. Calma! Quem ainda as possui pode continuar usando normalmente. Ao longo dos anos, os bancos vão fazendo a troca para seus clientes e enviando a "roxa gigante" para incineração no BCE.

 

Voltando ao passado, quem lembra quais eram as moedas dos países-membro antes da implantação da moeda comum? Vamos a elas:

 

 

Agora que falamos da história, vamos às perspectivas futuras:

 

Atualmente, com uma Europa se recuperando a passos lentos da crise financeira, os mesmo problemas pré-euro assombram o continente e muitos economistas vêm questionando o sucesso da unificação. O Nobel de economia Joseph Stiglitz classifica a criação da moeda como uma “decisão fatal”, responsável pela dificuldade de vários países de sair da crise nos últimos anos e voltar a crescer.

 

Ao optarem pelo euro, os países abriram mão dos dois principais instrumentos do Estado para lidar com choques e eventuais crises: a taxa de juro, que passou a ser determinada pelo BCE, e a taxa de câmbio, que deixou de existir. A única opção restante era manter uma política fiscal saudável e não se endividar para se proteger de eventuais choques. Com os países presos a uma moeda única, sem a possibilidade de depreciar o euro internamente por meio da taxa de câmbio — para assim estimular as exportações —, ou aumentar a taxa de juros para elevar a demanda, os pacotes foram acompanhados por duras medidas de austeridade. Para Stiglitz, a forma como as instituições europeias foram obrigadas a lidar com a crise e o desempenho econômico pífio de seus países são a prova do fracasso da moeda única. O erro foi adotar uma moeda única sem prover as instituições necessárias para fazê-la funcionar. “Uma moeda única implica em uma taxa de câmbio fixa entre os países, e uma taxa de juro única. Mesmo que essas sejam definidas para refletir as circunstâncias da maioria dos países membros, dada a diversidade econômica, é preciso haver uma série de instituições que possam ajudar as nações para as quais as políticas não são adequadas. A Europa falhou em criar essas instituições”, escreveu.

 

com tantos problemas, há alguma saída para o euro? Para os especialistas ouvidos pela revista Exame em junho de 2017, hoje em dia, há poucas chances dos países deixarem a moeda comum. Segundo o professor e economista espanhol Juan José Toribio, em todos os países há partidos que pedem pela saída do bloco, mas eles são minoritários. “Sair do euro seria muito complicado e o custo seria enorme, não valeria a pena. Temos que permanecer no euro e avançar na construção europeia”, afirma.

 

Fonte: Wikipedia.org, exame.com.br

 

Portanto, amigo leitor: se você possui euros no cofre ou está por comprar a moeda para uma viagem neste ou nos próximos anos, fique tranquilo. Nada deve acontecer dentro desta década, ou nesta geração, para os turistas que gostam de explorar o velho mundo. Somente, claro, eventuais altas ou quedas conforme as respectivas economias vão lidando com suas crises e formando o preço do euro em suas paridades com as demais moedas.

 

Att

Gustavo Candiota

Diretor GC Prime Câmbio Inteligente

 

 

 

 

 

 

 

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