Qual o pior cenário para o dólar em 2019?

07/03/2019

Quando fazemos análises e opinamos sobre as tendências do câmbio aqui no Blog, procuramos falar das chances de algo positivo ocorrer. Assim damos esperanças aos nossos leitores, para que o acesso à página seja agradável e frequente. Sendo realistas, sem ilusões, mas sempre querendo animá-las com as possibilidades, ajudando na tomada de decisão sobre viagens futuras ao exterior.

 

No entanto, não podemos nos alienar e achar que só coisas boas vão acontecer. É importante mostrar as chances dos cenários ruins e... dos piores cenários. Mesmo com novo governo, com credibilidade do Brasil melhorando, com chances de reforma, etc.

 

Sendo assim, de forma objetiva, colocamos abaixo qual seria, em nossa opinião, o pior cenário para o dólar em 2019.

 

 

 

Antes de mais nada, vale lembrar que por PIOR, estamos nos referindo ao pior para o perfil da maioria de nossos leitores, ou seja, para as pessoas que saem com frequência do Brasil, principalmente para viagens de turismo. O que é ruim para eles pode ser ótimo a quem trabalha com exportações, por exemplo.

 

Vamos então para a fórmula explosiva que resultaria na "tempestade perfeita" no câmbio:

  1. Reforma da previdência virar "pizza" (não sair) - trágico;

  2. Guerra comercial EUA x China agravar;

  3. Dados econômicos fracos e decrescentes nos EUA, que justifiquem novos aumentos de juros pelo FED;

  4. Dados econômicos fracos e decrescentes na Europa, que fortalecem o dólar perante o mundo;

  5. Dados econômicos fracos e decrescentes na China;

  6. PIBs trimestrais brasileiros abaixo do esperado;

  7. Dados econômicos fracos de emprego, investimentos e inflação no Brasil;

  8. Eventual conflito bélico na Venezuela, com EUA e Russia de lados opostos.

 

Estes fatores combinados poderiam fazer o preço da moeda norte-americana renovar seu recorde histórico de R$ 4.19, atingido em setembro de 2018 (comercial), com folga, o que encareceria muito as viagens ao exterior. Em um cenário ainda mais pessimista, veríamos o câmbio indo na direção dos R$ 4.50, mas somente de maneira especulativa, com pânico de mercado.

 

Como já falamos em outras oportunidades, as quedas do inicio do ano eram esperadas, pois, também de forma especulativa, tinham sua origem na euforia (esperança) no novo governo e nos duros ajustes fiscais propostos por Paulo Guedes. Agora, os investidores precisam de ação e solução para os problemas domésticos, que são muitos. Entenda no gráfico atualizado abaixo.

 

 

Observe na parte grifada em vermelho o câmbio desvalorizando forte logo após a posse de Bolsonaro, seguido de um período de ajuste (realização de lucros predominantemente) e ao longo do tempo voltando praticamente ao preço do inicio do mandato (linha verde). Ou seja, de certa forma, podemos concluir que os players do mercado deram um recado ao país: "a brincadeira acabou, agora não aceitamos mais boatos, apenas fatos." Fica claro que o "preço justo" deste momento para a paridade BRL-USD é o mesmo da virada do ano.

 

Vale aproveitar o artigo para destacar que todos os Top 5 economistas entrevistados pelo Relatório Focus Bacen em 2018 (os que mais acertaram previsões no período), enxergam um cenário de alta para o câmbio em 2019, mesmo com Reforma da Previdência passando. Nós ainda achamos que, se o projeto original da Reforma for aprovado, o preço do dólar ficaria na faixa 3.50-3.70 e encerraria o ano no topo dela.

 

Dentre tantas incertezas, o que consideramos inteligente agora é proteção (hedge cambial), pois os próximos meses serão de bastante volatilidade, assim como foram os últimos. 

 

Att

Gustavo Candiota

Diretor GC Prime Câmbio Inteligente

 

 

 

 

 

 

 

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por Gustavo Candiota