Call de Mercado - 2 de Setembro

02/09/2019

Bom Dia,

 

O mês do cachorro louco ficou pra trás e podemos dizer que foi o pior mês para a nossa moeda desde setembro de 2015: a valorização do dólar foi de 8,5%, e o real só não se desvalorizou mais do que o peso argentino.

 

Agosto foi um mês de grande volatilidade, e tivemos como destaques: (1) as tensas relações comerciais entre Estados Unidos e China, (2) a crise argentina, (3) as novas intervenções do Banco Central no nosso mercado de câmbio com vendas de dólares no mercado à vista e, (4) as queimadas na Amazônia.

 

Vejam como foi o comportamento dos ativos no mês de agosto:

 

 

O campeoníssimo do mês foi o ouro: ele é um porto seguro quando há fuga do risco.

 

Sexta-feira a moeda fechou na faixa dos R$ 4,14, em um ambiente um pouco mais leve (queda no dia foi de 0,7%, mas na semana a oscilação foi de +0,4%), influenciado pelo alívio nas tensões EUA x China e pelo PIB maior do que o esperado por aqui.

 

Neste final de semana, a Argentina anunciou mudanças nos prazos para que os exportadores liquidem seus dólares, bem como anunciou medidas para coibir a compra da moeda norte-americana. É o governo intervindo no mercado de maneira mais agressiva. Sabe-se que lá, por exemplo, qualquer cidadão pode ter conta em moeda estrangeira. Também no final de semana veio a notícia de quem Donald Trump anunciou a retomada nas negociações bilaterais com a China para este mês.

 

 

 

Hoje é feriado em NY (Labor Day) e deverá ser um dia de baixa movimentação. A agenda da semana nos trará nos EUA o ADP (sai na quinta, e é uma prévia do Payroll. Indica a variação de empregos privados), o Payroll e o PMI na sexta. Na quarta-feira tem o livro Bege (Fed) e também tem discurso de Jerome Powell (Presidente do Fed). Por aqui, teremos o IPCA de agosto (sexta-feira), e dados de produção industrial (terça-feira). O Bacen anunciou que fará venda de dólares à vista concomitante à venda de contratos de swap cambial e venda de swap cambial tradicional (caso necessário). Estas operações serão para a rolagem dos contratos de swap que vencem em novembro.

 

Enfim, teremos uma semana carregada.

 

E anotem aí: mais um banco revendo pra cima sua taxa para o final do ano. O Morgan Stanley prevê R$ 4,15. O Santander vai ainda mais longe: R$ 4,21 para o final de 2019, R$ 4,30 (2020) e R$ 4,37 para 2021. O Boletim Focus desta semana também elevou o dólar, agora para R$ 3,85.

 

As bolsas europeias operam pra cima e as asiáticas fecharam sem sinal definido. Já no mercado de moedas EM, o dólar ganha força frente à maioria delas, à exceção da lira turca e do rublo (este opera estável).

 

Tenham Todos uma Ótima Semana!

 

 

Ney Martini

 

Formado em Adm. de Empresas pela UFRGS

35 anos de experiência em mercado Forex

Mais de 10 anos de atuação no Citibank como Treasury Trader

e outras passagens por grandes bancos e corretoras, responsável

pelas operações de câmbio e derivativos

 

 

 

 

 

Aviso: este texto foi integralmente transcrito de boletim interno para o Blog do Câmbio mediante autorização formal do Autor e do compliance da instituição onde o mesmo atualmente trabalha. A reprodução, total ou parcial, em outras páginas é terminantemente proibida.

 

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por Gustavo Candiota

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